A menina estava vestida de infinito, coberta de astros, cintilante como as estrelas. E em momentos, ainda que fragmentados, ela teve a linda sensação de estar com emoções imensuráveis dentro dela.
Ela sentava na grama com algo nas pernas, um conjunto de folhas impressas, nelas continha lindas "estórias" que fascinavam a mente e o coração daquele menina.
De repente ela queria ser a princesa, outra hora queria apenas a boneca falante da "estória". E o mundo dela era outro, quando não estava lendo, pensava em como foi linda a fábula que acabara de ler.
As letras faziam movimentos rotativos em torno dela e viravam uma nuvenzinha de sonhos imaginários.
Saltitante e ditosa com a vida que levava ela andava pelas ruas de sua cidade. E eu fico a pensar, ela estava tão feliz assim, porque não podia permanecer vestida de céu, preocupada apenas com as "estórias" encantadas, com as bruxas malvadas?
A menina cresceu!
Hoje ela escreve histórias, sempre relembrando das rainhas, do infinito que vestia, dos sonhos que tinha, da folhinha que caía e ela, de tão inocente, achava que doía.
Mila Lopes
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